Conceito

Subversivo é todo aquele que pretende mudar o mundo destruindo conceitos, quebrando paradigmas transformando a ordem política, social e econômica estabelecida.

Corneteiro News

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Pessimista ou realista?

Realmente a coisa não anda bem em Campos do Jordão até mesmo uma noticia que tinha tudo para soar como música aos meus ouvidos quase me derruba de costas de tanto barulho que fez no lado da logica em meu cérebro.

A festejada noticia de que tanto o Secretario de Turismo quanto sua adjunta abriram mão de suas remunerações para a formação de um fundo para viabilizar a programação de Natal deste ano assim como os futuros projetos da pasta é simplesmente estarrecedor.

A notícia da formação do tal fundo tendo como principal fonte a remuneração dos secretários para a contrariedade da grande maioria de meus antagonistas prova que sempre e infelizmente estive correto nas minhas observações a respeito das irresponsabilidades ocorridas na área do turismo nos últimos anos. O turismo institucional de Campos do Jordão realmente esta completamente falido e abandonado.

A iniciativa dos dois encarregados pela pasta do turismo sem duvida nenhuma é muito louvável e vem totalmente na contramão de seus colegas secretários que penam em suas pastas com a escassez de recursos, mas não abrem mão de seus vencimentos mesmo tendo o prefeito dito quando da nomeação de sua equipe no inicio de seu governo que estes tinham aceito seu convite não por dinheiro, mas por amor a Campos do Jordão.

Apesar do desapego econômico e da boa vontade demostrada pela nova equipe que ainda está sendo formada a realidade é que eles pouco ou praticamente nada poderão fazer pelo desenvolvimento do turismo a curto prazo.

Parcos recursos, minguados especialistas na área, parceiros ressabiados, executivo displicente e comercio desmotivado são uns dos muitos problemas a serem superados.

Além desta gigantesca gama de dificuldades existe um em especial que não pode ser driblado de jeito nenhum. O tempo!

O calendário natalino na cidade esta completamente atrasado e por mais que se corra para minimizar mais um retumbante fracasso muito pouco poderá ser feito a tempo de evita-lo.

Um projeto desta magnitude exige muito planejamento e um vultoso volume de investimentos, duas coisas que simplesmente não existiram em anos passados e muito menos neste.

A demora na tomada de decisão para a nomeação do secretario e para a formação da equipe responsável pelo evento de fim de ano foi crucial para determinar seu insucesso.

Diante de fatos não existem argumentos, não se trata de pessimismo exacerbado ou tática terrorista, mas e sim uma analise fria de nossa realidade.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Rebelde sem causa.

Então o baile da posse chegou ao fim... O prefeito virou sapo, os carangos oficiais voltaram a ser aboboras e os sete anões viraram treze.

O conto de fadas da ultima eleição nem bem chegou a sua metade e a paciência da população já chegou ao seu limite.

A contratação milionária da frota de carros que estão sendo removidos aos poucos para não alarmar a população, o desgaste dos sucessivos imbróglios envolvendo a prefeitura e um comerciante local com direito até a abuso de poder na tentativa de reintegração de posse sem o devido respaldo da justiça ao mais fiel estilo da grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda - “tiro, porrada e bomba” - foram alguns dos motivos determinantes para que a população reagisse negativamente a nova forma de governar.

Mas o que realmente encurtou a lua de mel do prefeito com o seu eleitor foram os sucessivos problemas envolvendo a saúde - o abandono das dezenas de trabalhadores que levaram um enorme calote da ultima empresa responsável pela saúde, o ainda mal explicado processo seletivo da nova empresa, as falhas nos pagamentos de funcionários e médicos que culminou na desordem generalizada no atendimento não somente no Pronto Socorro, mas em varias unidades de saúde espalhadas pela cidade nos últimos dias e a ameaça de ter mais um hospital fechado na cidade acabaram de vez com humor do jordanense e escancarou a inabilidade administrativa do atual governo.

Mais aterrorizados que minhoca em galinheiro os simpatizantes governistas se desdobram para entender o porquê de tantas atrapalhadas e se superam como nunca nas desculpas e explicações.

Sem muitos argumentos para reagir aos sucessivos erros defendem a tese de que o povo resolveu “sacisar” o governo.

Segundos eles as empresas contratadas recebem seus repasses e se esquecem de pagar os funcionários, os médicos resolveram do dia para a noite coletivamente dar uma solene banana ao seu juramento e estão fazendo beicinho para atender a população, pais e mães de toda a cidade combinaram na calada da noite de invadirem juntos o Pronto Socorro e os postos de saúde para tumultuar o ambiente.

Se partirmos do principio que cada povo tem o governo que merece podemos neste caso afirmar sem medo de ser feliz que cada governo também tem o povo que merece e pelo menos neste quesito a coisa parece que esta em empate técnico.

O diferencial da atual e mais grave crise instalada no Gabinete da Abernéssia é que os antagonistas desta vez não são pertencentes ao grupo carinhosamente apelidado pela administração de “quanto pior, melhor”, mas sim cidadãos comuns que estão sendo vitimas das mesmas armas normalmente utilizadas contra os críticos da administração: ao invés de esclarecer os acontecimentos e resolver os problemas desqualificam as reclamações e simplificam as graves dificuldades encontradas pelos usuários do sistema de saúde rotulando pais e mães de família que recorrem às redes sociais para desabafar de oposicionistas irresponsáveis.

Diante de tantas informações desencontradas apenas de uma coisa eu tenho absoluta certeza... O povo mais uma vez acertou na cabeça!

Nas ultimas eleições apostou todas as suas fichas na Zebra.


E realmente esta dando ela.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

APAE de Campos é condenada a devolver mais de 27 mil reais para a prefeitura.

Segundo o D.O (Diário Oficial do Estado) do dia 07 de outubro de 2014 o Tribunal de Contas do Estado condenou a APAE de Campos do Jordão a devolver R$ 27.837,23 mais acréscimos legais por ter sua prestação de contas de 2010 rejeitada pelo tribunal e sua unidade fiscalizadora.

Entenda o caso:

Em 2010 a prefeitura de Campos do Jordão repassou a APAE de Campos do Jordão R$ 52.659,83 para garantir a ação compartilhada entre o Município e a Instituição, através da Escola Nascer do Sol.

Examinando a prestação de contas deste repasse a Unidade Regional de Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado lotada em Guaratinguetá listou uma serie de falhas que a levaram a concluir a irregularidade da comprovação da maior parte deste repasse.
Mesmo com as ponderações do executivo o Tribunal de Contas resolveu acatar o parecer da UR - Guaratinguetá de que mesmo com as justificativas apresentadas pela Prefeitura Municipal, à matéria não reuniu as condições necessárias a sua aprovação, remanescendo falhas de natureza grave não passiveis de relevação, e em julgamento realizado em julho de 2014 decidiu pela condenação das partes determinando o seguinte:

Multa de 300 UFESPs cerca de R$ 6.0402,00 para a prefeita responsável pela prestação de contas à época e impondo a APAE a devolução de R$ 27.837,23 quantia esta sem comprovação de gastos com os acréscimos legais bem como a proibição da APAE de receber novos recursos públicos até a sua devida regularização perante a Corte.
Não é segredo para ninguém que as APAEs de todo o país vivem a duras penas e a de Campos do Jordão não é exceção, inúmeras vezes foram necessárias intervenções do poder publico assim como da sociedade para manter seu atendimento funcionando fato que deveria ser considerado uma obrigação do estado e não um favor.

Os serviços prestados pela instituição são relevantes e de interesse social difuso e não podem ser paralisados de forma alguma sob pena de atingir exatamente quem dela depende, e por isso mesmo a sua prestação de contas deveria ser tratada com zelo, seriedade e eficiência e não da maneira como foi apontado pelo órgão fiscalizador.

Não é admissível de forma alguma que uma entidade da relevância histórica e social da APAE seja alvo da irresponsabilidade e do descaso de uma administração publica que tinha como slogam “Campos do Jordão para nossos filhos” e que na época da prestação de contas tinha um gigantesco e oneroso corpo jurídico e administrativo que conforme sentença do Tribunal de Contas não conseguiu comprovar os gastos de uma prestação de contas de uma importância monetária tão irrisória dentro de seu orçamento, mas de uma enorme importância social.

Por outro lado e batendo sempre na mesma tecla tínhamos e continuamos tendo uma Câmara de Vereadores sonolenta, outra instituição gigantesca que suga anualmente boa parte das receitas da cidade e que deveria estar atenta a estes acontecimentos, pois são pagos a peso de ouro para tanto, mas que preferiu serrar fileira com o governo passado, pouco fiscalizando e menos ainda exigindo seriedade e lisura no manejo do erário.

Estes se não são os responsáveis diretos por mais este desastre social que se avizinha se tornaram cúmplices por seu silencio tanto na época dos acontecimentos quanto hoje.

A verdade é que caso esta decisão do Tribunal de Contas do Estado não for revertida e a APAE realmente tiver de devolver aos cofres públicos a importância com os tais acréscimos legais ela corre seríssimos riscos que baixar definitivamente suas portas fechando morbidamente o funesto quadrilátero: Santa Casa, Casa da Criança, Sanatório S3 e APAE. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A Batalha do Morro do Elefante.

Findo o primeiro turno das eleições presidenciais a vida provinciana da cidade normalmente voltaria ao seu curso normal não fosse o inusitado episódio da malograda tentativa de invasão do Morro do Elefante protagonizada pelas tropas da Guarda Municipal e por “agentes” do Gabinete do prefeito.

Aparentemente o prefeito em um ato impensado resolveu “fazer democracia com as próprias mãos” e tomar a força seu antigo Gabinete para mostrar a população jordanense que ela vive em um regime de liberdade. Parece coisa de maluco, mas resumidamente foi o que aconteceu.

Oficialmente não temos nada, somente a versão da família que teve sua propriedade atacada e que foi bastante contundente não economizando adjetivos depreciativos ao chefe do executivo.

Por seu lado a prefeitura faz um silencio no mínimo constrangedor e sua assessoria de imprensa com ares republicanos se recolhe as suas notinhas caseiras dando conta somente dos afazeres “domésticos” do Gabinete fingindo não saber de nada, mesmo depois da bombástica declaração publicada em rede social de um funcionário concursado que na época dos acontecimentos ocupava cargo de confiança do governo dando conta que a versão mais próxima da verdade realmente é a da família acossada pelas tropas municipais.

Seria muito engraçado digno até de um capitulo inteiro da trilogia FEBEAPÁ (Festival de Besteira que Assola o País) de Stanislaw Ponte Preta se não fosse trágico em seus desdobramentos cívicos.

O caso apesar de hilário do ponto de vista efetivo da ação é extremamente sério do ponto de vista institucional.

O executivo por mais que tenha as suas razões e seus “poderes” constitucionais simplesmente não pode passar como um trator por cima da justiça e espedir um memorando interno como se fosse uma ordem judicial.

O judiciário e o legislativo local juntamente com a família instalada no Morro do Elefante foram agredidos pela ação patética da prefeitura e cabe agora saber se tanto um quanto outro tomará alguma previdência sobre o caso, ou se colocaram panos quentes para abafar mais este escândalo.

Como a prefeitura e sua assessoria de imprensa insistem em manter seu obsequioso silencio resta somente a nós pobres mortais imaginar o que realmente pode estar por trás deste constrangedor acontecimento – por enquanto vou ficar com a versão de uma grande amiga que sabe muito bem o que fala e tem um feeling afinadíssimo para analisar o comportamento dos políticos locais; E segundo ela: “Existe alguma substancia química estranha na água da cidade”. 
   
Seja quem for o verdadeiro proprietário da área em litigio no Morro do Elefante o certo é que neste episodio ouve somente um perdedor que foi a democracia, aquela que achávamos que tínhamos conquistado a duríssimas penas nos anos de chumbo.    

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A divisão não é a solução.

Escrever sobre politica dias após uma eleição presidencial acirradíssima como tivemos no ultimo domingo é cutucar casa de marimbondo com vara curta, principalmente quando a grande maioria do eleitorado brasileiro é extremamente passional, mas se a minha intenção fosse agradar eu seria politico e não colunista não é mesmo?!

Apesar dos institutos de pesquisa que a cada eleição deixam cada vez mais a desejar deu o que no fundo todos esperavam... A manutenção da polarização PT x PSDB que demonstrou que ainda tem folego para estar presente nesta e pelo menos na próxima eleição - se por um lado muitos ficaram extremamente decepcionados com esta escolha, por outro mostra o quanto as demais “lideranças” são vazias em suas propostas e por mais que se queira negar são completamente inexpressivas dentro do cenário politico nacional.

Os radicais e os simplistas como sempre se unem em um só discurso propondo a população um mundo utópico apostando no aparecimento de um salvador ou de uma salvadora da pátria tumultuando o ambiente eleitoral e dificultando uma escolha racional dentro dos parâmetros de nossa realidade.

Estes militantes geralmente se dividem em duas grandes vertentes: À esquerda caviar que esbraveja contra as privatizações do PSDB, mas não abrem mão de seus celulares e das facilidades da vida moderna e a direita pão com ovo que prega a tolice de que o programa Bolsa Família e as cotas universitárias não passam de uma fabrica de acéfalos vagabundos, os demais correm por fora atirando para todo lado não por ideologia, mas para ter seus 15 minutos de fama. Dai vale tudo! Desde a homofobia caricata do Levi Fidelix até a “onda” moderninha do Eduardo Jorge, ou seja, não existe uma visão ampla a respeito dos reais avanços sociais já consolidados abrindo espaço para propor novas conquistas, mas sim à simplificação destes progressos os transformando em simples lucros políticos que devem segundo seus critérios particulares ser creditados a uns ou a outros.

O Brasil avançou nos últimos trinta anos, e este avanço não é mérito de uma sigla em particular, pois ninguém é dono do sucesso de uma nação assim como não existe um único culpado por seu fracasso em um processo democrático onde ninguém alcança o poder senão por eleições livres e diretas os erros e os acertos devem ser absorvidos e desfrutados por toda a sociedade na mesma proporção.

Não se vislumbra um país forte nem a médio e nem á longo prazo pregando a politica dos eles contra nós e a divisão do pais entre ricos e pobres como se fosse possível existir um sem o outro pode sem duvidas ser enquadrado como ato terrorista.

Se não construirmos um país adequado a nossa realidade juntos, morreremos correndo atrás de um mundo que não existe em lugar nenhum separados.

No que diz respeito aos resultados das urnas em Campos do Jordão dando esmagadora maioria a Geraldo Alckmin, Serra e Aécio Neves nada que seja desalentador ou inesperado; Campos historicamente sempre foi um reduto tucano no que se refere às eleições majoritárias estadual e federal os motivos para tanto são muitos e não cabe examina-los neste momento, porem gostaria de salientar um importante fato.
Independente da sigla partidária que abriga o alcaide da vez o Estado como instituição sempre foi um bom parceiro fechando inúmeros acordos e efetuando vários repasses importantes para a cidade nas duas ultimas décadas.

Neste aspecto o jordanense não precisa exatamente de um “colega de partido” do Governador ou do Presidente no gabinete, mas sim de uma equipe administrativa competente que consiga além de captar os recursos necessários os aplicar nos prazos estipulados e com a transparência desejada.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.

Campos do Jordão há muito tempo vive das aparências, vende a imagem de uma cidade de primeiro mundo e entrega aos visitantes e cidadãos uma cidade sucateada, completamente arrasada moral e estruturalmente.

A cidade que segundo alguns deslumbrados de plantão respira e transpira cultura por conta do Festival de Inverno, do Festival Internacional de Cinema que passou pela cidade em 2012 sem praticamente ninguém saber de sua existência, com suas cirúrgicas intervenções eruditas e literárias voltadas somente a fina flor da sociedade jordanense.

Que tem um Secretario de Cultura com um sem número de livros publicados, membro da Academia de Letras de Campos do Jordão, se bem que isso não é coisa para se vangloriar tendo em vista que até mesmo o Prefeito que nunca escreveu sequer uma tirinha de jornal na cidade também tem uma cadeira como membro honorário da Academia assim como todos os ex-prefeitos da cidade.

O tipo de homenagem que acaba fazendo o anti-marketing, pois ao invés de agregar valor à entidade acaba por diminuir a sua importância aos olhos da sociedade, uma lastima assim como a cultura em geral na cidade.

A Campos do Jordão que se vangloria de ser fonte de inspiração para muitos artistas é a mesma que sufoca a criatividade de seus jovens, que não oferece nenhum tipo de lazer cultural voltado às massas, que exclui, que marginaliza todas as outras formas de expressão cultural que não a clássica, a erudita a fina...

E é a mesma que abandona seu único cinema, seu único palco e um patrimônio histórico e arquitetônico de valor incalculável para apodrecer.

Não é novidade para ninguém que o Espaço Cultural Dr. Além está há muito tempo abandonado a sua própria sorte. A pouco tempo o próprio Jornal Tribuna publicou uma meteria dizendo que sua restauração seria o principal desafio do novo Conselho de Cultura recém eleito e que por conta da letargia do executivo que ainda não publicou o decreto dando poderes a nova diretoria e sequer indicou seus membros para compor o Conselho se encontra engessado dos pés a cabeça assistindo de camarote o desmantelamento do maior patrimônio cultural, arquitetônico e social da cidade.

Quem desperdiçou um segundo de sua atenção nestes últimos dias pode constatar que a lateral direita do cinema como ainda é conhecido por muitos esta interditada com uma faixa de segurança por conta do desmoronamento parcial de sua testeira onde se pode verificar o total apodrecimento da estrutura de madeira de seu telhado.

Mesmo diante desta tragédia anunciada a única movimentação de que se tem noticias por parte dos órgãos responsáveis são de maneira extra oficial dando conta que vários departamentos da prefeitura que podem de alguma maneira ter de responder pelos prejuízos matérias, históricos e se nenhuma outra medida for tomada com urgência até mesmo físicos se alguém for atingido pelo material que esta se desprendendo de seu atelhado iniciaram uma correria para elaborar laudos e pareceres se municiando de toda a documentação possível para jogar a batata quente nas mãos de algum desavisado ou até mesmo nas mãos do Conselho como uma espécie de presente de grego.

Enquanto os políticos, a classe artística e a alta sociedade jordanense fazem caras e bocas nos saraus e coquetéis cidade afora desfilando uma aparência de sucesso e glamour que literalmente não possuem nossa historia esta se desfazendo ao tempo.


Campos do Jordão... Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sobre os Conselhos... Eu aconselho!


La vou eu de novo remar contra a maré ser do contra. Mas eu tenho paciência afinal o Brasil é um país novo, aliás, mais novo do que a maioria dos brasileiros pensam apesar de descoberto há 514 anos temos pouco mais de 200 de civilização.

Desta maneira tenho completa certeza que se hoje sou incompreendido daqui mil anos algum prefeito maluco vai colocar a Praça de Abernéssia abaixo e no lugar do chafariz em minha homenagem mandará erguer uma estatua de corpo inteiro em bronze maior que o Cristo Redentor com a seguinte frase gravada aos seus pés: “Eis aqui um filho da terra que viveu mil anos a frente de seu tempo”.

Brincadeiras e sandices a parte a coisa é séria!

Como vocês devem saber e se ainda não sabem aqui eu os aviso o mais novo Conselho da cidade é o Conselho de Proteção e Defesa dos Animais criado pela Lei Municipal 3.601/14 de 25 de outubro de 2014.

A ideia sempre é muito boa e as pessoas envolvidas sempre estão com a melhor das boas intenções e imbuídas de todo o voluntariado possível, mas como as decisões finais sempre ficam nas mãos do executivo...

Para se ter uma pequena noção de como a coisa é desorganizada a secretaria da câmara simplesmente não tem a menor ideia de quantos Conselhos existem na cidade e menos ainda o que eles fazem.

Existem pelo menos em tese conselhos que cuidam desde a qualidade da merenda escolar, passando pela segurança até chegar ao Conselho Municipal do Plano Diretor e que na teoria deveriam fiscalizar a aplicação dos recursos públicos destinados as áreas de atuação de cada um destes incontáveis conselhos.

Porem para variar um pouco todos estes conselhos simplesmente não funcionam.  Servem somente para acalmar os ânimos da população, funcionam como uma espécie de selo de “qualidade” e “transparência” para as decisões do executivo.

São apenas conselhos consultivos, destinados a chancelar as decisões já tomadas pelo executivo e a emitir pareceres ou sugerir procedimentos que poderão ou não ser aceitos pelo gestor e nenhum deles tem poderes deliberativos.

É como se o governo desse para cada cidadão uma metralhadora para se defenderem em uma guerra, mas distribuísse a munição na quantidade e na ocasião em que melhor lhe conviesse. Literalmente um presente de grego, um moderno e politicamente correto cala boca social.

Não passam de meros dispositivos burocráticos e de cabide de cargos (status) para acomodar e satisfazer os mais variados tipos de egos dos amigos e sem maiores poderes.

Se não fosse suficiente dor de cabeça dai surge um novo problema.

Se existem todos estes conselhos alguns instituídos por força de Lei para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos alguém pode me explicar para que servem os treze vereadores da cidade?

Sinceramente manter uma estrutura gigantesca com gastos milionários somente para justificar a criação de leis esdruxulas como a Lei Cidade Limpa ou como a Lei do "teste do coraçãozinho" que poderia muito bem ser implantada com um decreto ou com qualquer outro procedimento interno da Secretaria de Saúde não pode de maneira alguma ser considerado coisa de gente seria, menos ainda evoluída.


Vamos deixar a ingenuidade de lado e parar de achar que estes conselhos farão alguma diferença e ao invés de perder tempo vamos simplesmente cobrar seriedade dos agentes públicos diante de suas obrigações, o resto não passa de perfumaria.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sabor, turista!

Algumas considerações a respeito do novo Secretario de Turismo.

Antes de mais nada é bom dizer que não conheço nem pessoal nem profissionalmente o novo escolhido do alcaide para ocupar a principal pasta da cidade e como também não sou chocólatra minhas considerações não estão atreladas a nenhum tipo de sentimento ou ressentimento.

Também seria bom salientar que quando uma pessoa aceita um cargo público seja ele eletivo, por contratação, concurso ou por nomeação ele perde a personalidade privada e se incorpora ao patrimônio público ou como bem disse Thomas Jefferson: ”Quando um homem assume uma função pública, deve considerar-se propriedade do público”.

Desta maneira deixemos de lado o empresário, o marido, o pai, o patrão, o vizinho, o parente e o amigo e vamos direto ao Secretario, nossa propriedade!

Primeiro vamos ao mal estar que o furo de reportagem do Guia Campos publicando em primeira mão o nome do tão esperado Secretario de Turismo causou nos meios eletrônicos da cidade com direito até a post com o furo sendo deletado de um grupo destinado a debates de interesse da população com a inexplicável explicação de que não era uma noticia com a chancela da Assessoria de Imprensa da Prefeitura como se isso realmente fosse necessário.

Ato que acabou por chamar ainda mais a atenção, pois mesmo depois do furo de reportagem e de o escolhido já estar respondendo aos parabéns de amigos e interessados em sua pagina pessoal a Assessoria de Imprensa demorou muito para confirmar a noticia através de uma nota oficial. 

Se a primeira impressão é a que fica a coisa já começou errada – O recém-nomeado Secretario antes mesmo de dar inicio ao seu ambicioso plano de trabalho já esta de viagem marcada e colocará a mão na massa realmente somente quase um mês após sua posse.

O anuncio do seu nome neste momento foi mais um erro grosseiro da assessoria politica do Gabinete que deveria manter seu nome guardado a sete chaves e somente o divulgar depois de sua volta, afinal se o governo já enrolou o povo por um ano e nove meses, porque não por um ano e dez meses?

O anuncio de seu nome e a menção de sua viagem já no fim do mesmo mês na mesma nota publicada na pagina oficial da prefeitura no Facebook serviu somente para desgastar sua imagem antes mesmo de ele ter a oportunidade de mostrar a que veio.

E falando em mostrar a que veio a grande pergunta que muitos queriam fazer, mas ninguém tem coragem é o que este empresário por mais bem sucedido que seja tem que o ultimo secretario não tinha?

Será que é alguma receita secreta de super-cola onde ele conseguirá juntar todos os cacos ideológicos, todos os interesses financeiros, comerciais, pessoais e sociais da cidade restaurando o vaso turístico e comunitário envasando de uma vez por todas todos os egos em um só recipiente?

Vamos lembrar a todos que o primeiro Secretario de Turismo do “Novo Jeito de Governar” anunciado com pompa e circunstancia e recebido pelos “otimistas” profissionais da cidade com alvíssaras também foi descrito na época como profissional experiente, com profundo conhecimento na área do turismo e com grandes contatos no meio e um pouco mais de um ano depois saiu assim como entrou praticamente desconhecido e sem ter deixado legado algum a cidade.

Posso estar azedo, mas como gato escaldado tem medo de agua fria, prefiro ser cauteloso e esperar pelos resultados não apostando todas as minhas fichas apenas em uma boa ideia.

Por derradeiro seria interessante que a assessoria do prefeito ou da Secretaria de Turismo lembrasse ao novo Secretario que ele é a partir do dia 8 o principal garoto propaganda de uma estancia turística montanhosa e que fazer propaganda do litoral em sua pagina pessoal no Fecebook não é a melhor maneira de iniciar seus trabalhos.

No mais, que Deus esteja com ele e que ilumine todas as suas iniciativas, pois mais do que sorte nosso novo e por enquanto em férias Secretario de Turismo vai precisar operar muitos milagres em seu meio.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ponto e pombos.

Os usuários do sistema de transportes coletivos de Campos do Jordão que precisam se utilizar do maior ponto de ônibus da cidade localizado atrás do Mercado Municipal além dos problemas comuns da arquitetura daquele ponto como a falta de abrigo para o frio e a chuva agora também tem mais uma dor de cabeça - os pombos que se instalaram em seu teto e utilizam o local como banheiro contaminando todo o seu entorno com as suas fezes.

Reformado há poucos meses o maior ponto de ônibus da cidade foi completamente tomado pelos pombos que disputam o mesmo espaço com os usuários do ponto de ônibus.

Relatos de alguns frequentadores do ponto que não quiseram se identificar dão conta de varias situações desconfortáveis ocorridas no local como o caso de uma senhora que teve seu bebê de colo atingido pelas fezes dos pombos bem como uma recepcionista de uma pousada que teve de voltar para casa depois de ter seus cabelos e uniforme atingidos por estes dejetos perdendo seu dia de trabalho.

Além dos incômodos causados o que mais preocupa é o perigo que o contato com estes animais pode trazer a saúde do ser humano.

Segundo informações colhidas no site do Departamento de Controle de Zoonose da Prefeitura da capital de São Paulo o contato com estes animais podem causar inúmeras doenças como a comocriptococose, histoplasmose e a clamidiose que são transmitidas através da inalação da poeira resultante das fezes secas de pombos, contaminadas por fungos (histoplasmose e criptococose) ou pela bactéria (clamidiose).

Estas doenças comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central (no caso da criptococose).

A salmonelose pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de pombos contendo o agente infeccioso Salmonela spp (bactéria), que compromete o aparelho digestivo.

Os ácaros dos pombos provenientes das aves e de seus ninhos também podem causar dermatites em contato com a pele humana.
Cabe salientar que além do ponto de ônibus e de seus usuários o local é vizinho do Pronto Socorro que também pode estar sendo contaminado pelos resíduos destes animais através da poeira carregada pelo vento.

Incumbe agora ao departamento responsável da prefeitura higienizar o local o mais rápido possível bem como providenciar o desalojamento destes animais do ponto para evitar seu contato com os usuários e para prevenir uma possível contaminação das dependências do Pronto Socorro.
Afinal um governo realmente responsável e que presa pelo bem estar de seus cidadãos sabe muito bem que quando se trata de saúde o melhor é prevenir e não remediar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Eleições 2016.

Da politica a politicagem.

A politica ao contrario do que muitos imaginam não é uma invenção moderna, ela nasceu e se desenvolveu juntamente com o homem.

Foi através da politica que o homem se organizou, que impérios prosperaram e também desapareceram, foi através de um julgamento politico que Jesus foi condenado a crucificação e também foi graças à política que Dom João resolveu abandonar Portugal e se instalar no Brasil e igualmente por motivos meramente políticos que Dom Pedro I resolveu declarar a nossa independência.

A politica é como o ar para o homem desde o seu nascimento: Muitas vezes difícil de suportar, mas fatal se não o respirar.

E da mesma forma que a politica constrói uma sociedade mais rapidamente ela pode destruí-la e é nesta perigosa gangorra entre a boa e a má politica que Campos do Jordão se encontra no momento.

A inesperada declaração de um dos mais fortes nomes da politica jordanense desistindo oficialmente da disputa do próximo pleito majoritário caiu como uma bomba no meio politico local e imediatamente abriu um enorme e perigoso espaço para que politiqueiros de plantão se instalem em nosso meio.

E estes políticos de baixa qualidade estão aos poucos manipulando, sufocando e tornando impossível que homens e mulheres de bem participem de uma politica de alto nível dentro da cidade.

Precisamos neste momento singular de nossa historia politica ficar atentos aos discursos que apesar de bem articulados e de aparente bom senso podem não conter na pratica a qualidade proclamada por seus bem vestidos e sedutores oradores.

Em um regime democrático de direito é sempre bom levar em consideração que status social, diploma, dinheiro ou poder nunca foram sinônimos de competência.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Pico da desigualdade.

Se me pedissem para resumir os problemas envolvendo a Cachoeirinha, Pico do Itapeva e a Biquinha eu usaria somente uma frase: Em casa que não tem pão todos gritam, mas ninguém tem razão!

Todas as partes envolvidas nestes dilemas têm a sua parcela de acerto bem como toda a responsabilidade pelos erros.

Os moradores e comerciantes tinham ciência da ocupação irregular e tiveram tempo suficiente para regularizar a situação ou se articularem para pleitear junto ao poder público uma alternativa de moradia e de negócios, mas aparentemente preferiram dar crédito às promessas politicas e apostar na impunidade comum no país, se deram mal.

O judiciário por sua vez peca por dar brechas demais para quem possui poder financeiro arrastar seus processos indefinitivamente até que caia no esquecimento ou na mão de um julgador que acolha os argumentos de seus advogados como é o caso do resort de luxo que apesar de estar em área própria também cometeu o mesmo delito ambiental dos demais, mas esta levando sua lide até o mais alto tribunal do país.

E esta situação acaba por deixar um gosto amargo de impunidade na boca de quem teve casa ou o ganha pão destruído nestas desapropriações.

O legislativo da cidade como sempre é caso a parte; age como se o problema estivesse acontecendo em algum lugar distante, quase que de mentirinha...

O executivo não deu a devida atenção aos problemas e também apostou na lentidão do judiciário para empurrar o problema para a outra gestão. Em todas as administrações passadas esta estratégia deu certo, mas nesta! Que azar... A corda arrebentou!

Por outro lado ninguém escolhe morar em área de risco, de preservação ou invadida, são consequências das mazelas seculares de um país que ainda tem uma cultura feudal onde os mais ricos possuem muito e os mais pobres absolutamente nada.

Na sua razão o judiciário não pode fazer vistas grossas as ocupações e as construções irregulares que atingem desordenadamente o meio ambiente independente do poder econômico de seu ocupante, pois do contrário seria a institucionalizando da baderna oficialização a tese das leis que pegam e das leis que não pegão.

Quanto ao legislativo! Quem se faz de morto diante de um problema social desta magnitude não tem desculpa. Continua errando em todos os aspectos.

O executivo por sua vez não tem muito a fazer nestas situações tendo em vista que a tomada de decisão de remoção e demolição dos imóveis é jurídica e não administrativa e a área de sedução de nosso prefeito não abrange os corações e mentes do judiciário de Campos do Jordão e menos ainda da vizinha Pindamonhangaba.

A lamentar mesmo é o uso politico de um desastre sócio/econômico para obter ganhos eleitorais com promessas que sabidamente não podem nem de longe ser cumpridas.

No atual descompasso que vivem os três poderes com a sociedade perderam como sempre os mais fracos.

QI - Jordanense

Se a primeira impressão é a que fica, a ONG ACCB recém-contratada pela prefeitura para administrar a área da saúde em Campos do Jordão literalmente não tem dado sorte na cidade e vem deixando muita gente descontente.

Processos seletivos mal organizados com editais incompreensíveis realizados pela ONG na cidade estão causando indignação generalizada.

As reclamações que começaram tímidas rapidamente cresceram e se estenderam a maior rede de relacionamentos da internet gerando um tsunami de protestos logo após o inicio da segunda fase do primeiro processo seletivo.

As falhas apontadas são tão evidentes e a gritaria tão grande que até no recinto menos provável - a Câmara Municipal - o barulho se tornou ensurdecedor...

Prova de que o discurso entre o legislativo e o executivo não esta tão afinado quanto querem que a população acredite foi a surpreendente manifestação publicada no Facebook pelo próprio líder do governo tucano na Câmara colocando em xeque os critérios utilizadas pela ONG na realização de seu processo seletivo.

Segundo o vereador tucano Orlando Sergio Souza Fernandes o Orlando da Colônia explicações e providências já foram solicitadas ao Gabinete do Prefeito a respeito do assunto que também segundo ele seria debatido em reunião com seus pares.
Embora não seja um concurso público que tem por fim preencher cargos públicos de provimento efetivos que passados o período de estágio probatório, o servidor concursado é efetivado, mas sim de um processo seletivo que tem por finalidade atender necessidades temporárias e excepcionais da Administração direta e indireta ensejando sempre uma contratação de caráter temporário seus procedimentos de organização devem levar em conta os mesmos princípios constitucionais de legalidade, publicidade, impessoalidade, moralidade e eficiência de um concurso público.

Objetivamente o estrago já foi feito e mesmo que as duvidas levantados pelos participantes sejam esclarecidas e as falhas apontadas nos editais venham a ser sanadas, a saia justa entre o legislativo e o executivo causada pelo acontecimento mancha de forma irreversível todo o processo seletivo e coloca em duvida a real capacidade dos aprovados que irão compor o quadro de servidores da ONG na cidade.

Para os envolvidos em mais este imbróglio fica a dica que quando se trata de coisa pública não basta às instituições serem honestas, elas tem de parecer honestas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Perseguição Politica ou Síndrome de Estocolmo?

Síndrome de Estocolmo é o termo dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida há um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo a cultivar um sentimento de amor ou amizade pelo seu agressor.

E o que isso tem a ver com perseguição politica? Explico:

Criou-se no imaginário politico que aqueles que criticam contundentemente, mas não elogiam os políticos eleitos ou os políticos nomeados quando estes simplesmente fazem a sua obrigação que é a de servir, e servir bem a população, estão perseguindo politicamente estas pessoas.

Esta afirmação ou somente a sua insinuação seria considerada surreal em qualquer lugar do mundo, mas no brasil... Nada mais sui generis no país das jabuticabas, não é mesmo!

Como uma pessoa que não é filiada a partido ou partícipe de grupos políticos, que nunca ocupou cargo em comissão, pleiteou ou teve cargo eletivo pode ser acusada de perseguir politicamente alguém?

Uma absoluta inversão de valores, mas que faz bem aos políticos no poder – e se faz bem, porque não se utilizar de tal expediente?

E é exatamente ai que a tal Síndrome de Estocolmo entra na historia.

Raramente um politico profissional lança mão deste artificio para se defender porque    “pega mal” esta postura de coitadinho perante o eleitorado quebra o glamour do poder que os cargos lhe conferem.

Neste momento entra em cena aquela figura conhecida dos militantes de carteirinha, ou pior ainda; aqueles que figurão entre os inocentes úteis da politica.

Aqueles que são sistematicamente usados e pagos com longos abraços e insistentes tapinhas nas costas e lógico... Com alguns segundos da atenção de seu politico predileto para tirar uma foto, sempre na esperança de um dia participar de seu circulo intimo de amizades.

São justamente estas figuras que alimentam esta lenda urbana de que politico merece elogio. Merece reconhecimento pelo bom trabalho que deveria fazer sempre, e que faz esporadicamente.

Demonizam os que cobram seriedade e respeito da classe politica e glorificam o cumprimento do dever do estado, demostrando claramente a admiração que cultivam por seu algoz – alguma semelhança com o comportamento dos acometidos pela tal síndrome?

Mas como diagnosticar alguém sem os devidos diplomas legais pode ser considerado charlatanismo e pratica ilegal da medicina, nunca direi que conheço alguém que sofra deste mal, mas afirmo que conheço muitas pessoas “exóticas” na cidade.



Conselho de Politicas Culturais.

Aconteceu na noite do dia 06 de agosto nas dependências do Espaço Cultural Dr. Além a eleição para composição do novo Conselho Municipal de Politicas Culturais.

Apesar de pouco divulgado cerca de noventa pessoas estiveram presentes no Espaço Cultural para participarem da eleição que foi aberta a todos os maiores de 16 anos.

Segundo a página Oficial da Prefeitura a votação contabilizou 73 votos válidos elegendo os seguintes membros da sociedade civil para compor o Conselho no próximo biênio:

Fabiana Cristina Muniz Alves – Área Arquitetônica
Ricardo Moura da Silva Gonçalves – Imprensa Local
Margareth de Mello – Professores de Arte
Fabiana Padula Santiago da Costa – Comunidade Artística
Getúlio Pinto da Silva Junior – Comunidade Artística
Márcia Ovando – Comunidade Artística
Diogo Augusto de Paula Reis – Comunidade Artística

E como suplentes Renata Cristina da Silva, Reynaldo Calles de Lima, Ivan de Barros Lima e José Cláudio Guimarães Martins.

Logo após eleitos, os membros escolheram entre si Fabiana Cristina Muniz Alves para presidir o Conselho.

O novo Conselho terá muito trabalho pela frente a começar pelo burocrático tendo em vista que apesar de já estar em funcionamento há algum tempo nem o regimento interno que deveria ser feito no máximo 90 dias após a sua constituição conforme determina o artigo 11° da Lei Municipal n° 3269/2009 ainda existe.

Para driblar tantos problemas a nova diretoria devera ter além do talento nato da classe artística muito jogo de cintura principalmente na improvisação visto que o orçamento destinado à área cultural da cidade é irrisório tornando muito difícil a tarefa de trazer a arte para mais perto da população.

Dentre tantos desafios que a nova diretoria tem pela frente destaca-se a necessidade da retomada dos trabalhos de liberação da construção do Centro de Convivência Musical de Campos do Jordão que se encontra misteriosamente arquivado no Gabinete do Secretario Estadual de Cultura desde 2010 segundo informações colhidas junto à ouvidoria da secretaria.

Não fossem estes obstáculos suficientes no caminho da nova diretoria o maior sem duvidas é a recuperação do prédio do Antigo Cine Glória, hoje Espaço Cultural Dr. Além.

Prédio histórico construído na década de 40 que abrigou o único cinema da cidade e que hoje se encontra em avançado estado de deterioração estando com todas as suas estruturas comprometidas.

O mais preocupante no momento são as condições do palco que esta afundando o que coloca em serio risco todos os que nele se apresentam. O palco é o mesmo que há três anos vem abrigando as apresentações da OSESP durante o Festival de Inverno, o maior evento do gênero na América Latina, assim como seu telhado que contem inúmeros focos de infiltrações e esta aos poucos literalmente vindo abaixo.

Ai esta uma bela oportunidade para os “campestres”, aquela parcela abastada de veranistas que se cotizaram para alavancar a campanha tucana de 2012 voltarem a se mobilizar para angariar fundos para a restauração do Espaço Cultural Dr. Além com a diferença que desta vez realmente será por uma boa causa.

Creditos da Foto: Jose Claudio Guimarães Martins
Grupo Politica e Cidadania (Facebook)



terça-feira, 29 de julho de 2014

Cartão Postal da Cidade não atende a Lei Cidade Limpa.

Ou seria exatamente o contrario? Pois é! Campos do Jordão e suas Leis são uma eterna incógnita.

Feita para proteger a paisagem jordanense, uma das mais privilegiadas do Brasil da poluição visual, nossa Lei Cidade Limpa se transformou ao passar dos anos no maior mico legislativo de que a cidade tem conhecimento desde a sua fundação.

Sem a menor chance de ser respeitada por comerciantes oportunistas que transformam a cidade em uma feira hippie (com todo respeito aos hippies) na temporada ou pelos políticos que literalmente emporcalharam a cidade no ultimo Congresso de Municípios agora é o próprio poder Público Estadual (STM/CPTM/EFCJ) que sem a menor cerimonia resolveu esticar uma enorme faixa bem na testeira da Estação de Vila Abernéssia anunciando a venda de bilhetes e atropelando o  artigo 11°, alínea b assim redigido:

(...) Art. 11. Não será permitida a colocação de anúncios, cartazes, faixas, cavaletes, placas, ou outros instrumentos destinados à realização de propaganda, representação de anúncios ou realização de publicidade, quando:

b) de alguma forma prejudiquem os aspectos paisagísticos da cidade, seus panoramas, monumentos típicos, históricos e tradicionais; (...)

Sendo assim não resta outra alternativa a não ser a propositura de sua revogação como foi proposto em 2010  (projeto de lei 82/2010) nada mais nada menos que pelo mesmo vereador que a “criou”. Uma pérola digna de pastelão de nossas antigas chanchadas.

E isso nos remete a outra situação politica não menos emblemática vivida pela cidade nos últimos anos. A real necessidade de se ter uma Câmara de Vereadores que além de não fiscalizar a administração de maneira satisfatória como podemos observar pelo grande número de contas do executivo reprovadas pelo Tribunal de Contas, custa caro e tem como uma de suas principais realizações um  frankenstein jurídico que atende pela alcunha de Lei Cidade Limpa.

A um custo elevado e com um retorno social pífio a manutenção da Câmara nestes moldes nada mais é do que simplesmente tocar fogo em boa parte da receita anual do município.

Que mude a Câmara, ou que mude as leis. O que não pode, é ficar como esta!