Conceito

Subversivo é todo aquele que pretende mudar o mundo destruindo conceitos, quebrando paradigmas transformando a ordem política, social e econômica estabelecida.

Corneteiro News

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sapo de fora não chia.

Assim como todo o país, Campos do Jordão também passa por uma turbulenta crise política, ou melhor, dizendo: de falta de bons políticos. E para se protegerem das críticas da população, e enfraquecer os argumentos dos descontentes as raposas felpudas da cidade polarizam os debates entre os que “trabalham pelo desenvolvimento da cidade” e entre os que torcem pelo “quanto pior, melhor”. 

Apesar de estes rótulos serem simplistas, desgastados e manjados pela maioria da população eles sempre se tornam a tábua de salvação dos que tomam o poder político na cidade a cada eleição.

É a forma mais rápida, barata e rasteira de desacreditar e desqualificar quem ousa discordar dos poderosos da vez.

Porém antes de mudar a política da cidade ou até mesmo seu governo o eleitor deve decidir o que realmente quer.

Não podemos mais viver reféns de discursos dissimulados e politicamente corretos de difícil compreensão, que aplaudem efusivamente uma simples obrigação como a programação de um carnaval de proporções miseráveis e criticam acanhadamente o caos da saúde, discursos que tem a única intenção de manter seus interlocutores na mídia, mas com o devido cuidado de não desagradar a ninguém. 

Não se trata de radicalidade, mas sim de coerência. Afinal, não se pode acender uma vela para Deus e outra para o Capeta para sempre e ainda sair bonito da foto.

Já podemos verificar após dois anos de sucessivos fracassos que determinados “intelectuais” da cidade que pregavam a excelência profissional da nova administração nas redes sociais e em rodas de bate-papo pela cidade já começam a empregar a tática da dissimulação, mudando sutilmente suas linhas de raciocínio, procurando aos poucos se descolar da imagem negativa do governo. E em doses homeopáticas estes parlapatões estão conferindo a eles próprios, entre linhas, uma maturidade crítica e política que definitivamente não possuem.

Com seus polidos textos, e suas poderosas retóricas tentam atribuir a aqueles que sempre se dispuseram a colocar a cara a tapa e destacar em letras garrafais os fiascos das últimas administrações a pecha de radicais de aluguel mantidos as expensas de uma oposição desleal e irresponsável.

Oposição esta que, diga-se de passagem, simplesmente não existe!

Para estas mentes brilhantes que povoam a cidade, e que em sua maioria são figuras que despencam do nada, no meio da cidade, e que de um dia para o outro, decidem que são profundos conhecedores dos problemas e dos usos e costumes locais, não existe a possibilidade de existir alguém que possa querer fazer a diferença sem querer levar nenhuma vantagem em troca, pois pesam a consciência alheia conforme pesam as suas.

Já é hora dos filhos da terra tomarem as rédeas da situação e posse do que lhes pertence, pois os forasteiros já provaram depois de inúmeras chances que não são capazes de administrar a cidade com a seriedade e com a transparência que merecemos.

Para resumir em poucas palavras: sapo de fora não chia! 



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Até quando esperar?

Logo após o carnaval de 2014 a prefeitura em mais uma de suas notas oficiais anunciou um “pacote” de investimentos da ordem de 10 milhões de reais em obras e melhorias na cidade.

Passados quase um ano do anuncio muito pouco foi entregue a população, e a maioria das obras anunciadas ou estão andando a passos de tartaruga, como é o caso da pista de skate do lado do Ginásio Esportivo, ou mesmo antes de acabarem já estão dando problemas como as obras da Rua Santos Sanches na Vila Nossa Senhora de Fátima. E muitas outras pararam como é o caso da UBS da Vila Britânia. E se já não fosse bastante preocupante, outras nem do papel saíram, como a reforma do Ginásio Esportivo.

Se juntarmos estes fatos aos acontecimentos deste inicio de ano como a grave crise na saúde, a falta de merenda nas escolas e o colapso na coleta de lixo, sem falar no desperdício de dinheiro público com o milionário aluguel da frota de carros e com a malfadada contratação da ACCB, podemos constatar que a espinha dorsal da administração municipal esta completamente paralisada, para não dizer perdida.

O despejo mesmo que por algumas horas do lixo coletado as pressas do eixo central da cidade pelos próprios funcionários da prefeitura junto a Zoonose após a paralisação da empresa contratada para a coleta por falta de pagamento evidenciou a falta de bom censo e de comando por qual passa a administração neste momento.

O descontrole orçamentário, a ineficiência da maquina administrativa e a sonolência do corpo de assessores e de secretários da “nova” administração já estão devidamente comprovados. Aguardamos agora o tiro de misericórdia que deverá ser dado na economia da cidade com o já anunciado fracasso da terceira temporada de inverno consecutivamente.

Com o futuro politico/administrativo e econômico da cidade completamente comprometido já passou da hora dos vereadores da cidade começarem a legislar para a cidade, e para o povo, e não para poucos, e para eles, como vem ocorrendo desde a posse.

Não é mais um caso de politica, mas sim de sobrevivência!

Os vereadores precisam mostrar a que vieram e um mínimo de independência do executivo e intervir energicamente neste processo acelerado de dilapidação por qual passa a cidade antes que seja tarde demais. Ou que arquem com o ônus da cumplicidade.

A lenda da UBS.

Segundo a Wikipédia, lendas urbanas são mitos ou lendas contemporâneas, são pequenas historias de caráter fabuloso ou sensacionalista, amplamente divulgadas de forma oral, digital ou pela imprensa e constituem em uma forma de folclore moderno e frequentemente são narradas como sendo fatos acontecidos a um “amigo de um amigo” ou simplesmente de conhecimento público.

E é exatamente isso que esta acontecendo com a construção da UBS de Vila Britânia. Ela esta virando uma lenda urbana!

Orçada em quase 400 mil reais suas obras foram iniciadas em outubro de 2010 com previsão de ser entregue a população em dezembro de 2012, porem, após ter suas paredes levantadas, sua construção foi suspensa, e permaneceu abandonada juntamente com todo o complexo ao seu redor que compreendem uma quadra de esportes, e o que sobrou da Escola Infantil São Francisco de Assis, passando a servir de ponto de consumo de entorpecentes e de abrigo para práticas sexuais de usuários de drogas.

Três anos depois em abril de 2014 foi anunciada a continuidade de suas obras como parte integrante de um enorme “pacote de novos investimentos”, agora com novo prazo para ser entregue a comunidade, junho de 2015, e com um acréscimo de mais 314 mil reais em seu orçamento, o que elevou o valor da obra até que se prove o contrario a mais de 700 mil reais, alçando a UBS da Vila Britânia à categoria da mais cara UBS já construída no Brasil.

Passados seis meses da retomada da construção pouco ou quase nada foi feito, após seu telhado ser erguido e seu entorno parcialmente cercado por um muro e por grades a construção da UBS de 700 mil reais hoje se encontra paralisada e o local novamente abandonado, sem portas, janelas, piso ou qualquer outro tipo de acabamento, e novamente esta servindo de refugio de drogados e vândalos que por mais uma vez estão frequentando o local para suas praticas criminosas.

Infelizmente a realidade das ultimas gestões de Campos do Jordão são extremamente similares em sua incompetência administrativa, cinco anos para erguer um esqueleto de concreto a um valor absurdo não pode ser considerado coisa de gente seria e comprometida com a transparência e menos ainda com a população.

Aos moradores da região resta aguardar por mais um reforço em seu orçamento, e por mais um prazo, que provavelmente não será cumprido, e assim nossas próximas gerações oralmente vão manter viva a lenda da UBS da Vila Britânia.

Não existe politico meio honesto, nem ficha meio limpa.

Por Gilmar Miranda Romaguera.

O cidadão brasileiro comum, principalmente o de menos recursos financeiros, que fazem parte da esmagadora maioria de nosso País, caso cometa qualquer delito, seja ela de natureza leve, grave, ou gravíssima, vai arcar com as consequências perante a justiça e dependendo do crime que cometeu, pode ficar de meses a anos preso, pagando pelo erro que cometeu.

Até aí nada demais, e o que se espera da justiça é exatamente isto.

Quem viola a lei que pague pelo delito que cometeu.

Este elemento ao cumprir a sua pena e sair da prisão reabilitado, se quiser se inserir novamente na sociedade, vai encontrar uma série de dificuldades, sendo a mais árdua a sua recolocação no mercado de trabalho.

Muitas empresas de médio porte para cima, costumam exigir o atestado de bons antecedentes em sua relação de documentos indispensáveis a contratação de seus funcionários.

E então este cidadão começa a passar por uma série de constrangimentos e humilhações até que a sorte ou a generosidade de alguém lhe permita recomeçar a sua vida e sua luta diária.

Conhecemos vários casos de ladrões de galinha que passam anos presos por erros judiciais ou mesmo por falta de recursos ou informação. Mas para um seleto grupo de Brasileiros, os políticos, a lei funciona com mais generosidade.

Desvio de verbas públicas, roubos na saúde e na educação, superfaturamento de obras públicas e toda a sorte de maracutaias, são crimes punidos com a perda dos direitos políticos por meros oito anos e mesmo assim isto só acontece em casos de muita repercussão na mídia e após seus pares esgotarem todos os recursos para defendê-los.

E com toda a liberdade do mundo para enquanto estiverem cumprindo a "dolorosa pena", continuarem intermediando superfaturamentos, fazendo campanhas para presidentes de partido, lobby com empresários, construtores e empreiteiros e toda sorte de maracutáias usando o conhecimento e o prestígio de quando exerciam cargos no governo.

Imagine você trabalhar durante 4 anos em uma joalheria, roubar anéis, colares, cordões e pulseiras durante este período, ser descoberto e denunciado pelo patrão, ficar preso por oito anos e quando sair da cadeia querer ser readmitido na mesma joalheria? E lógico que quando você se aproximar o alarme da joalheria vai tocar e você vai ter que sair batido se não quiser voltar pra cadeia.

Mas na política é exatamente isto que acontece. APÓS CUMPRIR A DOLOROSA PENA de oito anos, os regenerados retornam, pregando honestidade, competência, conhecimento, experiência, para se habilitarem a mais quatro anos de governo no executivo ou legislativo e quem sabe, mais oito anos de impugnação.

E assim é a dura, severa e inflexível lei para crimes políticos. No próximo ano teremos eleições para prefeitura e câmara, e com o desastrado e inconsequente governo do atual prefeito, com o aval e a inoperância da atual câmara, já temos diversos nomes se habilitando a concorrer ao executivo e legislativo, e um grande número destes candidatos retornam após cumprir os oito anos de inegibilidade.

O ideal seria que todo eleitor, fizesse uma análise dos crimes e da capivara do seu candidato e caso houvesse condenação por desvio ou mau uso do dinheiro público, não votasse nesta pessoa por mais próxima que fosse.

Sabemos que vivemos em uma cidade pequena, com diversos tipos de vícios e favorecimentos, compra de votos e assistencialismo em época eleitoral e este quadro não é fácil de ser alterado, mas se olharmos para os dados da última eleição chegaremos a conclusão de que o jovem com toda a sua informação e capacidade e rapidez de obtê-la, decidiu a eleição para prefeito e renovou a câmara municipal com nove novos nomes.

E só o jovem e esta renovação do eleitorado que temos em nossa cidade pode reverter este quadro.

E a maioria dos indignados com o atual prefeito e vereadores são jovens, não tem medo de admitir que erraram e deixam isto escancarado nas redes sociais, e a minha esperança de que nas próximas eleições  não tenhamos candidatos com fichas higienizadas recai exatamente neste público que vem declarando que vão tentar mudar até acertar.

Mas precisamos ficar atentos também a alguns candidatos com a ficha imaculada e brilhando de limpa, mas com muita propensão a ficar facilmente suja. É o caso do atual prefeito, que trabalhou no governo Oswaldinho, se pós graduou com o Kassab, e inicia o terceiro ano de governo pressionado após uma sucessão de erros primários, muita inconsequência e um ego com um apetite voraz resultando no descrédito e na desesperança da população em reverter o quadro atual.

E pouca gente na cidade tinha conhecimento na época das eleições de que o atual prefeito tinha sido um dos carrascos da Santa Casa. Então é necessário de que se pintar uma cara nova no pedaço se habilitando a comandar a cidade, jurando competência prometendo inovação e novos jeitos, que o eleitor averigue a procedência desta pessoa, se já foi condenado ou impugnado ou preso e aí sim decidir em quem votar e ignorar os candidatos que ficaram oito anos inelegíveis por terem desviado dinheiro público, seja ele da prefeitura ou câmara em governos anteriores e que declaradamente já surgem em nossa cidade como os novos salvadores da pátria.

E ainda temos aqueles que ainda estão recorrendo de punições para se habilitarem as próximas eleições, mas sabemos não conseguirão e na época eleitoral aparecerão com o discurso de que estão cansados da política, vão apoiar fulano de tal, estão decepcionados com a política já deram a sua contribuição para o progresso da cidade e por aí vai.

Está na hora de tomarmos a vacina contra o 171 dos candidatos, e acreditar que assim como não existe politico meio honesto também não existe ficha meio limpa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Prefeito, onde está você!

A população e os funcionários do Hospital São Paulo se reuniram em uma manifestação pacifica diante do gabinete do prefeito de Campos do Jordão, Frederico Guidoni (PSDB), nesta ultima terça feira, para pedir maiores explicações a respeito da grave crise por qual passa não somente o único hospital SUS da cidade, o Hospital São Paulo, mas toda a área da saúde. Os manifestantes pediram a presença do prefeito, mas não foram atendidos. Ele simplesmente não apareceu, preferiu se manifestar horas mais tarde, no luxo de seu gabinete em uma entrevista por telefone a uma rádio local, onde a sua versão dos fatos sempre aparenta ser a mais correta.

De outro lado o silêncio obsequioso da direção do Hospital deixa a entender que os problemas nos repasses dos convênios com o poder público foi somente a ultima gota em um oceano de incompetência administrativa, problemas estes que mais cedo ou mais tarde viram a tona.

A verdade é que um verdadeiro estadista, um líder nato aparece em momentos de crise, e não somente em palanques festivos como no desfile do dia da cidade, ou em festas populares, como na distribuição de ovos de chocolate na Pascoa, pois em dias de glória, até mesmo um “Zé Ruela” se sai bem.

Enquanto o povo exige, e espera, uma explicação plausível, de como a saúde da cidade conseguiu em tão pouco tempo chegar nesta situação de sucateamento, o prefeito vira às costas a população e governa através de “notas oficiais” publicadas na pagina da prefeitura em uma rede social. E que a sua assessoria de imprensa que se vire!

E ela se vira. E como se vira! Tanto se vira, que uma das assessorias que mais se passava por despercebida nos outros governos se tornou na mais “badalada” da nova administração. Assessoria que não é mais requisitada somente pelos profissionais da imprensa, mais principalmente pelos cidadãos, que tem ali as únicas explicações, mesmo que inócuas e completamente fora de contesto e da realidade dos acontecimentos da cidade, notas estas que por muitas vezes acabam até por ofender a inteligência do cidadão jordanense.

A atuação da responsável pela assessoria de imprensa na ausência de seu chefe em tempos de crise está começando a fazer uma incomoda sombra no enorme staf de assessores que orbitam o gabinete do prefeito e que juntamente com ele simplesmente desapareceram das ruas, fato que está aos poucos transformando à assessora em uma espécie de “celebridade” dentro da cidade.

Completamente abandonados pelo poder público, pelos vereadores, que em sua esmagadora maioria compactuam com o “modus operandi do Novo Jeito de Governar” e pela direção do Hospital que se encolhe e esconde da opinião publica a verdade a respeito de suas finanças, a única esperança da população se encontra repousada na mesa do 1º Promotor de Justiça que abriu um Inquérito Civil (IC) para apurar os fatos que estão ocorrendo na saúde da cidade.

E enquanto tudo isso, e muito mais acontece na cidade, onde esta o prefeito? Respondo! Nosso prefeito ainda esta em campanha, prometendo mundos e fundos como se não fosse dele boa parte da responsabilidade pelos últimos desastrosos acontecimentos.

Enquanto a saúde dá seus últimos suspiros, o tucano ainda não se deu conta que é o prefeito de Campos do Jordão a mais de dois anos, e que é obrigação do poder publico oferecer uma saúde de qualidade a população independente de qualquer outra instituição.

Máscaras e mascarados.

A nuvem escura estacionada em cima do Gabinete da Prefeitura, desde primeiro de janeiro de 2009, parece não ter mais fim. Já faz parte integrante da paisagem do polêmico próprio público.

Completamente ofuscado pela eminente catástrofe que ronda o sistema de saúde da cidade, o Carnaval que nunca foi lá grandes coisas em Campos do Jordão, se depender do desempenho da Secretaria de Cultura periga nem acontecer neste ano.

Totalmente apreensivos com o futuro do Pronto Socorro, e principalmente com o futuro do único hospital da cidade, os jordanenses definitivamente não estão nem um pouco preocupados com a “Festa de Momo”, muito pelo contrário!

O Carnaval de Máscaras regado a Moët & Chandon neste momento extremamente delicado para a cidade não caiu nada bem no meio da população.

A única iniciativa divulgada até agora com vistas à festa que para o país inteiro por quatro dias gerando um ativo turístico único no Brasil, apesar de não ter investimento público, definitivamente ainda não caiu no gosto “dos foliões” serranos.

Independente do momento e dos problemas porque passam a cidade é bom salientar que este evento faz parte de um calendário turístico elaborado e programado já no fim do ano passado pelo Comitê de Turismo, e sua realização apesar de aparentar estar completamente fora da realidade da cidade neste momento precisa ser amplamente divulgado e abraçado pela população por ser um evento totalmente realizado pela iniciativa privada, e principalmente por Campos do Jordão ser uma cidade inteiramente dependente do turismo.

Infelizmente o Comitê aparenta estar correndo um sério risco de ver por agua abaixo todo o seu árduo trabalho na programação e no investimento do Carnaval por um problema paralelo de única e exclusiva responsabilidade do poder executivo que esta empurrando há meses seríssimos problemas sociais com a barriga comprometendo seriamente a saúde da população e azedando de maneira irreversível o humor do cidadão comum que a menos de vinte dias do Carnaval não esta vendo motivo nenhum para “rasgar a fantasia” pelas ruas da cidade.

Neste momento fica aqui a dica para a prefeitura: “Muito ajuda quem não atrapalha”.


O fim do A.F.C.

Depois de seu trágico fim tendo sido completamente consumido pelas chamas do descaso o que restou do edifício do Clube Abernéssia foi demolido, e seu entulho removido, apagando para sempre sua presença da paisagem, e da memoria da cidade.

Construído a mais de 30 anos o Clube se encontrava em uma área muito valorizada da Vila Abernéssia, porem por força de uma recente Lei ambiental o local onde se encontrava edificado o Clube não pode mais receber qualquer outro tipo de edificação por estar as margens do Ribeirão Capivari.

Hoje pouco se sabe a respeito do destino final que deverá ser dado ao terreno, mas muito provavelmente no local será feito uma extensão da Praça da Amizade que já esta em construção bem ao seu lado, construção esta que tinha uma previsão de gasto de quase $ 500 mil reais e que com certeza terá um aditivo no seu valor final, tendo em vista, que o espaço aberto pela demolição do clube chega quase à metade do espaço ocupado pela Praça em construção.

O que resta aos jordanenses agora é ficar atentos ao que será feito do terreno do Clube Abernéssia e principalmente quanto será gasto pela administração pública para sanar um problema que em sua origem era de particulares.

Com a extinção do Circulo Operário (C.O) no fim dos anos 80, e com a demolição dos restos do Clube Abernéssia e do Campos do Jordão Futebol Clube conhecido apenas por “CJ” neste ano, Campos do Jordão dá por encerrado para sempre uma rica historia cultural e social.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Praça Monsenhor José Vita.

A Praça Monsenhor José Vita localizada em frente ao Banco Santander, no centro da Vila Abernéssia, fez parte das obras de revitalização do calçamento por qual passou todo o complexo central da cidade há dois anos, reforma que compreendeu além da Praça Monsenhor José Vita, a Praça da Bandeira, o Fórum, o Banco do Brasil, e a sede da CBH-SM.

A obra de calçamento custou aos cofres públicos, quase 1,3 milhões de reais, conforme mostra a placa existente até hoje no local. 

Tendo suas obras concluídas a mais de dois anos, a Praça Monsenhor José Vita continua sendo um enigma para a maioria dos jordanenses.

Os dois quiosques construídos na praça, nunca foram utilizados, permanecendo fechados até os dias de hoje, se deteriorando e deixando tanto para os moradores da cidade, quanto para os visitantes, uma aparência de abandono, e de desperdício de dinheiro público.

Além dos quiosques “abandonados”, a Praça Monsenhor José Vita também tem outra particularidade muito curiosa. Deve ser a única praça de uma cidade do interior do Brasil que não tem banco!

Quem visita a praça pela primeira vez, ou quem a conhecendo, queira se refugiar por algum tempo debaixo de seu lindo pergolado de glicínias, tem de ficar em pé, ou levar seu próprio banquinho.

A placa indicando o motivo, e o gasto da obra abandonada no local até hoje, evidencia o descaso da administração publica para com a Praça, comércios circunvizinhos, visitantes e com a população. Além é claro, para com a memória do Monsenhor José Vita, que da nome a Praça.

Historicamente, os maiores investimentos em turismo em Campos do Jordão são feitos somente em Capivari, privilegiando um pequeno e seleto grupo de comerciantes, porem, nunca a Vila Abernéssia, que sempre ficou em segundo plano, ficou tão abandonada como nos dias de hoje.

Enquanto tivermos gestores com visão limitada, o turismo da cidade sempre vai se resumir ao eixo central de Capivari, o que restringe as opções de laser dos turistas, desestimula empreendimentos comerciais em outras áreas da cidade, diminuindo a oferta de empregos e por consequência a arrecadação de impostos.

O que deveria ser um centro de excelência receptiva fora do “centrinho” turístico já saturado de Capivari continua sendo mal utilizado, abandonado, e relegado ao completo ostracismo.

Parque dos Cedros.

Anunciada em junho do ano passado, a restauração do Parque dos Cedros, assim como praticamente todas as promessas de campanha e de governo do prefeito de Campos do Jordão continuam no papel.

Depois de ver a área do parque fatiada dentre diversas instituições da cidade, com o único intuito de agradar a “gregos e troianos” com vistas às eleições, a população se uniu em um imenso esforço a fim de demover o executivo e o legislativo de sua intenção de “doar” o parque a terceiros, porem, somente depois de uma ação civil publica, impetrada pelo Grupo Escoteiro da cidade é que tanto a Câmara, quanto a Prefeitura, se viram obrigadas a revogar as concessões de uso da área do parque, e promover a revitalização do espaço.

Em junho de 2014, vários órgãos da imprensa noticiaram que o prefeito tinha assinado um convenio no valor de R$ 340.000,00 (trezentos e quarenta mil reais) para a recuperação do Parque dos Cedros.

Para tanto, até mesmo o projeto foi apresentado, e nele além do replantio de cedros que deram o nome ao parque, o projeto também previa a instalação de bancos, de um parque infantil e de equipamentos para uma academia ao ar livre.

O ambicioso projeto de recuperação também contava com a promessa da construção da sonhada pista de bicicross.

Passados mais de seis meses da promessa e do anuncio do convenio, e da apresentação do grandioso projeto, o Parque dos Cedros continua abandonado como sempre foi.

As demarcações dividindo o terreno do parque dentre as entidades continuam no mesmo lugar, mesmo tendo a Câmara revogado todas as concessão.

No local até hoje ainda se encontram edificados um barracão de obras com a placa de liberação da obra, e até mesmo um padrão de energia elétrica ligado a rede da concessionaria de energia elétrica da cidade ainda pode ser visto no meio do parque.
Em volta do parque, inúmeras arvores localizadas em uma propriedade particular foram derrubadas, e os restos de construções jogadas pelo terreno, formam um clima deprimente de abandono.

Recentemente a prefeitura em sua pagina oficial na rede social Facebook, veio a publico comunicar que a pista de bicicross que seria construída no Parque dos Cedros agora será construída em outro lugar, mais precisamente no Centro de Alto Rendimento que também esta sendo construído a duras penas na região da Vila Inglesa, sepultando parte do projeto do Parque dos Cedros.

Cabe agora saber se esta não será desculpa para engavetar o que restou do projeto de restauração do Parque dos Cedros e como sempre deixar a população a ver navios.

A reforma administrativa.

Apesar dos discursos progressistas, festivos, e com alto teor populista que o prefeito, e sua assessoria de imprensa fizeram absoluta questão de imprimir na cidade como sua marca nestes dois primeiros anos de governo, propagandeando um avanço e um profissionalismo na administração pública nunca antes visto na cidade, e conferindo seus inúmeros fracassos a herança maldita de seus antecessores, os últimos decretos do prefeito em 2014 nos mostraram uma realidade muito diferente.

A inevitável reforma no secretariado que era somente mais uma “invencionice” dos “fofoqueiros” de plantão da cidade carinhosamente chamados pelo prefeito, equipe e “sinceros” admiradores de “grupinho do quanto pior, melhor”, se tornou uma necessidade, demonstrando que as criticas a equipe de governo não eram apenas sinistros factoides criado pela imprensa jordanense.

As primeiras cabeças a rolar pelos degraus do novo palácio do alcaide, no centro do coração administrativo e financeiro da cidade, foram as dos secretários da Saúde, de Obras, e do Adjunto de Finanças e a fúria da guilhotina do gabinete não poupou nem mesmo o pescoço do fiel escudeiro do prefeito, o Secretario do SIDEC.

Discursos recheados de belas e motivacionais palavras à parte, a verdade, é que o transatlântico tucano que tomou posse em 2013, chegou ao fim do segundo ano de sua longa viajem como uma canoa de palha, carcomida e cheia de buracos, e a terra ainda não esta a vista.

Depois de deixar escoar pelos vãos de seus dedos metade de seu mandato, sem ter marcado sequer um gol, o prefeito resolveu modificar seu time, porem, assim como nossa seleção na Copa, depois da porteira arrombada muito pouco se pode fazer para modificar o placar.

As principais pastas da cidade: saúde, educação, obras e turismo, simplesmente não funcionaram, o que acabou por deixar a cidade imersa em um caos generalizado.

Se levarmos em consideração que o próximo ano é um ano eleitoral, onde muito pouco poderá ser feito, já podemos afirmar que o “Novo Jeito de Governar” assim como a “Campos do Jordão para Nossos Filhos” deixou se levar pelo glamour dos cargos e se esqueceu de governar.

Os novos secretários, mesmo que melhores que seus antecessores, não terão tempo hábil para reparar os erros cometidos, e menos ainda para colocar em pratica seus novos projetos, desta maneira, o que teremos pelos próximos dois anos serão mais discursos dissimulados, e mais desculpas esfarrapadas.

Se por um lado nunca é tarde para mudar, por outro, mudar tarde de mais pode simplesmente, ser tarde de mais!

Como dizem os jovens de hoje: Perdeu, playboy.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014.

É praticamente impossível fazer uma retrospectiva detalhada dos atos e fatos políticos jordanenses em 2014. Não sairia uma matéria jornalística, mas sim uma enciclopédia com dezenas de volumes, tantos foram os deslizes e os equívocos cometidos pelos políticos da cidade em apenas 12 meses.

Mas existem fatos que sem duvidas merecem destaque, não somente pelas peculiaridades, mas principalmente para que não caiam no esquecimento.

No esporte o ano é para simplesmente ser esquecido, não somente pela vergonhosa participação de nossa seleção na Copa acontecida em solo tupiniquim, onde depois de gastar o que tinha e o que não tinha para construir vários estádios que serão abandonados, e não completarem nem a metade das obras de acessibilidade, mas principalmente pelos sete gols tomados na semifinal contra a Alemanha entrando para a historia como o maior vexame que uma seleção profissional passou em uma copa.

Se para todos nós brasileiros o ano foi perdido no esporte, em particular para o jordanense a coisa foi muito pior.

Sem planejamento algum o esporte jordanense em 2014 foi completamente abandonado, se não fosse pelo esforço individual de alguns atletas que sozinhos se destacam, e pelo desempenho formidável da seleção feminina de futsal, a cidade passaria totalmente em branco por 2014. Para se ter uma pequena ideia do tamanho descaso, o único Ginásio de Esportes da cidade hoje se encontra com sua luz cortada, e os dois torneios mais tradicionais da cidade, os Jogos da Cidade, e o Torneio da Primavera, simplesmente foram cancelados.

Para a cultura 2014 era para ser memorável, mas o  ano do Centenário da estrada de Ferro, e do Cinquentenário do Palácio Boa Vista não teve sorte diferente do esporte, e também sofreu com a desorganização e com a improvisação de pessoas alheias a historia da cidade. O cinquentenário do Palácio simplesmente foi esquecido, assim como o tradicionalíssimo Festival da Viola que leva o nome de um ícone da comunicação jordanense “José Correa Cintra”.

O Centenário da Estrada de Ferro teve uma pequena comemoração que de tão acanhada passou completamente despercebida pela maioria da população. Comemorações pontuais e dirigidas a um seleto grupo foram o destaque do pífio evento.

Mas realmente a se lamentar foi a perca do maior escritor e historiador da cidade Dr. Pedro Paulo Filho que se foi sem ter uma homenagem sequer a sua altura em vida, mais uma das barbáries cometidas por uma Secretaria que literalmente se empanturra de gibi e arrota Shakespeare.

A educação foi outra área que sofreu demais em 2014, uma das áreas com maior investimento federal e estadual por aqui foi tratado com absoluto amadorismo, depois de um imenso imbróglio na licitação dos uniformes e materiais os mesmos só chegaram as mãos dos alunos no segundo semestre assim mesmo não foi para todos.

Os professores também não conseguiram passar ilesos por 2014, depois de verem alguns benefícios cortados como a ajuda de custo aos professores das escolas rurais, no fim deste ano tiveram a triste noticia do fechamento da Escola do Matadouro que teve como explicação a pior de todas: “Corte de despesas”.

O turismo que é o carro chefe da economia da cidade por mais uma vez atravessou um ano de "vacas magras".

Com um secretario ausente no primeiro semestre a cidade padeceu de projetos para alavancar a temporada, que se não fosse pelo Festival de Inverno totalmente patrocinado pelo Governo do Estado, passaria sem ser notada, tão pequeno o movimento de turistas na cidade.

Com a saída do secretario que na verdade nunca chegou, e com a demora para a nomeação de seu substituto, o segundo semestre juntamente com as festas natalinas também ficaram comprometidas.

Escolhido as presas, e depois de muitas recusas de outros empresários da cidade, o novo secretario, em seu discurso de posse ao invés de um plano de trabalho, anunciou que sairia de férias por mais de um mês.

Se por um lado, a falta de um calendário, e de investimentos públicos foram a desculpa usada para explicar o fraco desempenho do novo secretario em seus primeiros meses de trabalho depois de suas “férias”, por outro, sua improvisação como empresário foi espetacular, principalmente com a “sacada” de deixar estacionado 24 horas por dia na área mais nobre da cidade, mais especificamente em Capivari sua DKW, propagandeando a revelia da Lei Cidade Limpa seu bar temático.

E a saúde! A saúde já tão combalida apanhou como nunca neste ano. Depois de um inicio titubeante. com a manutenção da antiga empresa responsável pelo Pronto Socorro e PSFs, a tão sonhada parceria com o Hospital São Paulo, e o rompimento com a antiga empresa responsável pelo Pronto Socorro e pelos PSFs, enfim foram concretizadas no inicio do ano.

Porem a situação que deveria se normalizar, e aos poucos ter maiores investimentos, não saiu do papel e degringolou de maneira cinematográfica pouco tempo depois.

O não cumprimento nos repasses do acordo da prefeitura ao Hospital São Paulo acarretou em uma imensa divida, que culminou com a demissão de médicos, e com o atraso dos salários dos funcionários, que amargam um fim de ano sem salários, e sem decimo terceiro, assim como o cancelamento de inúmeros atendimentos.

O Pronto Socorro e seus funcionários juntamente com o Hospital São Paulo agonizam sem salários e investimentos, e as paliativas ações de seus diretores somente não são alvo de chacota por se tratar de uma área extremamente delicada e que trabalha com a vida dos que dele necessitam.

A administração direta é caso a parte. Depois de ter um ano inteiro para colocar a casa em dia, 2014 tinha tudo para dar certo, mas não deu!

O ano começou como um rolo compressor, anuncio de convenio para a instalação de um sistema de Gás Natural encanado, contratação de uma super frota de luxo para servir a prefeitura, contratação de uma nova gestora para a saúde e um grandioso Show em comemoração ao aniversário da cidade, foram algumas dos investimentos do novo governo.

Mas a realidade bateu a porta muito antes do previsto, e o castelo de areia construído sobre as nuvens começou a vir abaixo já no processo seletivo da nova gestora de saúde, onde inúmeras irregularidades já foram evidenciadas.

E esta foi a senha para que tudo deste dia em diante começasse a dar errado.

As obras da milionária UBS da Vila Britânia retomadas a pouco tempo começaram a se arrastar e depois do telhado, praticamente mais nada foi feito, os carros aos poucos foram sumindo e o dinheiro público minguando.

Os primeiros sintomas de que a saúde, a educação e o turismo não iam bem começavam a aparecer, e os problemas com os funcionários públicos também se avolumaram.

Mas um sopro de sorte se abateu sobre a administração, e revitalizados com a renuncia prematura de seu maior adversário politico, que declarou em rede social que não mais concorreria a cargos públicos, nosso alcaide não viu mais obstáculos a sua frente, e decidiu colocar literalmente as mangas de fora.

As desavenças com um empresário locado no Morro do elefante, e que já se arrastavam desde a campanha, tomaram proporções dramáticas, com direito a tentativa de invasão, e troca de insultos e agressões físicas. Na esteira deste escândalo uma gravação clandestina de uma reunião que antecedeu dentro do Gabinete, antes de uma destas tentativas de retomada do espaço público a força, uma voz. que até o dia de hoje esta sendo atribuída ao prefeito, desrespeita, e afronta os demais poderes da cidade, em uma cena lamentável de extremo mau gosto e desrespeito pelas demais instituições.

Mesmo com as “forças” retomadas, o agravamento da crise já era inevitável, e o golpe fatal veio com a anulação do suculento aumento dos salários do primeiro e segundo escalão do executivo, que desde então na contramão dos pesados cortes em salários e investimentos, luta com unhas e dentes na justiça para manter seus privilégios.

Os atrasos no repasse para o Hospital São Paulo e para a empresa gestora do Pronto Socorro e dos PSFs eram inevitáveis, assim como o colapso total das demais peças da máquina pública, que chega ao fim do ano respirando por aparelhos.

Diante de todos estes problemas a solução achada foi o agressivo arroxo nos impostos e taxas, única maneira para reforçar o caixa da prefeitura a curto prazo, aumento este que garantirá seus salários e os contratos milionários que em 2015 mais uma vez acontecerão, jogando a conta mais uma vez no colo da população.

O legislativo por sua vez, não ficou atrás em quesito nenhum. Sempre alheios aos terríveis acontecimentos, os nobres edis viveram 2014 em uma realidade paralela.

Envolta em seus próprios problemas a Câmara também teve de conviver com inúmeros escândalos que abalaram suas estruturas.

Logo no inicio de 2014 uma denúncia de um possível trafico de influencia dentro da casa acabou estampado na capa do Jornal Tribuna, fato que foi imediatamente abafado pelos próprios envolvidos no “escândalo”.

Não muito tempo depois, mais uma bomba caia sobre as paredes da Casa de Leis jordanense com uma ação trabalhista, dando conta de que existiam dentro da Câmara vários assessores de vereadores sem registro em carteira, fato que mesmo sendo comprovado, foi esquecido por todas as partes, menos é claro, pelo ex-assessor que ainda peleja para receber seus direitos.

Enquanto a cidade mergulhava em sua mais profunda crise, os vereadores se encastelaram na Câmara, e serraram fileira com o prefeito, aprovando tudo o que lhes eram proposto, até mesmo o aumento nos impostos e nas taxas para o próximo exercício, não antes é claro, de também aprovarem um aumento desproporcional em seus próprios vencimentos, com a esfarrapada desculpa que o substancioso aumento somente entrará em vigor em 2017.

Do lado de cá da realidade, restou aos munícipes o gosto amargo de por mais uma vez terem errado grotescamente em suas escolhas, e a certeza de que os próximos dois anos tem tudo para serem ainda piores que 2014.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Jeito novo de desejar um Feliz Natal.

Após um inicio apoteótico, com o anúncio pirotécnico de vários projetos, e com a assinatura de inúmeros mega contratos, como o aluguel da frota de luxo, e com a contratação milionária da ACCB, o ano se acaba como um dos de maior carestia para os funcionários públicos jordanenses. Tanto para os efetivos que viram alguns benefícios cancelados como o vale transporte, como para os temporários que tiveram seus contratos rescindidos antecipadamente, e principalmente para os terceirizados que além de não receberem das empresas contratadas, também não conseguem receber diretamente da prefeitura.

Com o argumento de queda na arrecadação a palavra de “ordem” dentro da administração tucana neste fim de ano é “austeridade”.

Seria muito bom, não fosse à batalha jurídica que esta sendo travada entre a prefeitura e o Ministério Público para manter o aumento de 66,70% em média, nos salários do prefeito, vice-prefeito, secretários e de seus adjuntos concedido pela Lei 3.180/08 de 03 de dezembro de 2008, sancionada através de dispositivo previsto na Lei Orgânica do Município pelo então Presidente da Câmara Ricardo Malaquias Pereira.
O Ministério Público através de uma Ação Civil Pública conseguiu anular a lei em maio deste ano, porem não se conformando com a anulação da Lei que lhes garantia um percentual de aumento salarial nunca oferecido aos demais funcionários públicos o jurídico da prefeitura desde então vem recorrendo na justiça a fim de manter intacto os seus salários. 
Mas para a infelicidade do primeiro escalão do executivo até o momento, nenhum dos advogados da banca da prefeitura conseguiu reunir suficientes argumentos para convencer o judiciário do contrário, tendo como nova derrota o indeferimento da apelação em segunda instancia em julgamento acontecido neste ultimo dia 9 de dezembro, que ratificou a sentença de primeira instancia mantendo a anulação da Lei 3.180/08.

Mais uma vez, sem se dar conta do delicado momento por que passa toda a cidade e em especial os funcionários públicos e mesmo tendo conhecimento da anulação do arbitrário aumento dado à cúpula do executivo em 2008, o legislativo aprovou em 14 de novembro ultimo a Lei 3.694/14 que prevê para os vereadores eleitos em 2016 um salário de R$ 6.012,00 (seis mil e doze reais).
Com a chegada das festas de fim de ano, e com o arroxo no cinto da maioria dos funcionários públicos a luta do executivo para manter seus elevados salários, assim como a imprópria aprovação do legislativo de uma Lei que aumenta substancialmente seus próprios salários, em detrimento dos demais trabalhadores da administração pública, e da cidade como um todo, pode até ser legal, mas com toda certeza neste delicado momento por que passa a classe trabalhadora da cidade não é moral.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Jordanense...Um povo sem cultura!

Estamos chegando ao fim de 2014, um ano que tinha tudo para ser inesquecível, mas que acabou em absolutamente nada.

Não tivemos uma comemoração do Centenário da EFCJ à altura de sua historia e importância, não tivemos a realização da Feira Literária “Dr. Pedro Paulo Filho” (Lei Municipal 3370/10) que poderia ser a ultima e grande homenagem ainda em vida deste que doou praticamente toda a sua vida a preservação das memórias e da cultura jordanense, e agora o tradicional Festival da Viola “José Corrêa Cintra” que leva o nome de outra grande personalidade jordanense também esta sendo esquecido aos poucos.

Uma pena? Não! Maktub...

Dia destes quando “disparei” um post aqui reclamando das paupérrimas ações envolvendo as comemorações do Centenário da Estrada de Ferro fui “fuzilado” pela eloquência de um secretario que para denotar a sua superioridade e dar consistência as suas colocações disse que minha única ocupação era a de “ficar atrás de um computador falando mal e procurando atrapalhar ao invés de oferecer alternativas para os problemas da cidade”.

Diante disso devo dizer que se minha única ocupação realmente fosse a de falar mal da administração ela seria a mais fácil do mundo, tendo em vista o vasto arsenal que as “mentes brilhantes” da cidade diariamente me fornecem.

Perguntaria ao tal secretario se realmente tivesse tanto tempo quanto ele julga eu ter: Diante de fatos o que fazer?

Ser conivente? Calar-se? Ou apontar a “nudez” do Rei, sem medo se de ser acusado de bruxaria pelos santos inquisidores do “alto clero” do primeiro escalão tucano?

Então... Cadê o Festival da Viola “Jose Corrêa Cintra”?

E a Lei 3219/09 que oficializa o Festival da Viola na Estancia de Campos do Jordão?

E o que fazer com a Lei 3362/10 que dá na pior das hipóteses até o dia 30 de novembro para a realização do Festival?

Vejam bem! Não que eu seja chato! Apenas meu nível de exigência que é maior que a média.

Perante estes “esquecimentos” das Leis Municipais eu até poderia pedir maiores explicações e até mesmo a ajuda dos 13 vereadores da cidade, mas como bem diz o dito popular: Quando não se espera nada de um lugar, dali é que não sai nada mesmo!

Mas eu não vou terminar meu ano com tiro, porrada e bomba como diz a grande pensadora contemporânea Valesca Popozuda - só para contrariar eu vou encerrar meu ano com um alento.

Apesar de tudo e de todos tem gente de qualidade trabalhando na administração pública, e vou encerrar meu ano dando meus sinceros parabéns a todos os funcionários públicos que são realmente comprometidos com a coisa pública.

Trabalhadores que literalmente tiraram leite de pedra e por mais um ano provaram que falta de dinheiro não justifica a falta de criatividade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Tribunal de Contas mantem condenação de ex-presidente da Câmara de Vereadores.


Tribunal de Contas do Estado nega recurso à ex-presidente da Câmara de Campos do Jordão condenado a devolver mais de 210 mil reais aos cofres públicos.

Condenado em 2012 pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver mais de 210 mil reais aos cofres públicos, e a pagar uma multa de 500 UFESPs, cerca de R$ 10.070,00 (dez mil e setenta reais) por irregularidades apontadas nas contas da casa relativas ao exercício de 2009, o ex-presidente e ainda vereador teve seu pedido de Embargo de Declaração negado no mês passado.

Com esta decisão tanto o ressarcimento dos cofres públicos quanto a multa estão mantidos, sem mencionar o perigo real e iminente de ter seus direitos políticos cassados pela Lei da Ficha Limpa, o que o deixaria inelegível nas próximas eleições.

Na época da condenação o Tribunal listou dentre as irregularidades encontradas naquele ano nas contas da Câmara a compra de mais de 2.800 (dois mil e oitocentos) pacotes de papel sulfite por quase 50 mil reais, compra de 9.150 (novel mil cento e cinquenta) canetas por mais de 5 mil reais, gastos de mais de 84 mil reais em horas extras a funcionários comissionados e até gastos com refeições e bebidas alcoólicas sem justificativas no valor exato de R$ 114,12 (cento e quatorze reais e doze centavos).

Justificando o voto que negou o Embargo de Declaração o Conselheiro do Tribunal de Contas diz o seguinte em suas considerações finais:

(...) Ao contrário, constam expressamente do Voto os motivos pelos quais as despesas nele discriminadas seriam impróprias, a saber: (i) ausência de licitação; (ii) incompatibilidade com as atividades legislativas; (iii) violação à jurisprudência desta Corte e do Judiciário, quanto ao pagamento de horas extras a comissionados; (iv) ressarcimento indevido a Vereadores de quantias despendidas com atividades extra-gabinetes, e (v) gastos imotivados e desarrazoados.

Além disso, as quantias respectivas foram devidamente especificadas na Decisão, assim como evidenciado o dano ao erário por atos ilegítimos e antieconômicos, tornando imprescindível o ressarcimento (...)

Além das contas de 2009 a dispensa da licitação na contratação dos serviços da Companhia Brasileira de Soluções e Serviços responsável pelo cartão de alimentação (Cartões Visa Vale) distribuído aos funcionários da Câmara entre abril de 2009 e abril de 2012 celebrado no mesmo ano de 2009 e que custaram aos cofres da casa à bagatela de R$ 297.553,72, também foram julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado, acarretando mais uma multa de 160 UFESPs ou R$ 3.22,40 (três mil duzentos e vinte e dois reais e quarenta centavos).

Diante de tudo isso, quando não se faz a lição de casa, realmente fica difícil exigir do poder executivo correção, transparência e responsabilidade no gasto do dinheiro público.

Enquanto o nobre edil se preocupa como os “políticos frustrados” da cidade a casa vai mal. Muito mal!


Das decisões com certeza cabem novos recursos.